
Em Gênesis, temos o breve relato da vida de dois Enoques completamente diferentes um do outro: o Enoque, filho de Caim (que assassinou o seu irmão Abel); e o Enoque (que andou com Deus), filho de Jarede.
As biografias destes dois homens podem nos conduzir a uma reflexão sobre a vida que vivemos hoje: ou apartados de Cristo; ou em Sua presença. Por ora, consideremos o primeiro Enoque.
O primeiro Enoque (filho de Caim):
- É o fruto do afastamento da presença do Senhor: "Então Caim afastou-se da presença do Senhor... teve relações com sua mulher, e ela engravidou e deu à luz Enoque". (Gn 4:16-17a).
- Corresponde ao desejo maligno de tornar célebre o nome do homem: "Depois Caim fundou uma cidade, à qual deu o nome do seu filho Enoque". Foi edificada uma cidade para tornar célebre o nome de Enoque, um princípio que se consolidou em Babel: "Vamos construir uma cidade, com uma torre que alcance os céus. Assim nosso nome será famoso e não seremos espalhados pela face da terra" (Gn 11:4).
- Corresponde à escravidão (às vezes inconsciente) a Satanás: "Disseram uns aos outros: 'Vamos fazer tijolos e queimá-los bem'. Usavam tijolos em lugar de pedras, e piche em vez de argamassa" (Gn 11:3). Satanás sempre se antecipa à edificação da Casa de Deus. Deus edifica com pedras (1 Rs 6:7; Mt 16:18; Jo 1:42; 1 Co 3:12; 1 Pe 2:5; Ap 21:18-20). A edificação de Babel era com tijolos, que resulta do labor humano, como escravos de Faraó, em "dura servidão, em barro, e em tijolos" (Ex 1:11,14).
- Não teve os seus dias contados. Nenhum da descendência de Caim teve os dias contados, pois viveram à parte da presença de Deus. "A Enoque nasceu-lhe Irade, Irade gerou a Meujael, Meujael a Metusael, e Metusael a Lameque." (Gn 4:18). Nascia um após o outro, sem qualquer registro de anos de vida.
- Não foi contemplado na geração de Adão. Toda a descendência de Caim foi excluída da geração de Adão (Gn 5:1-3). Somente são considerados os que descenderam de Sete (substituto de Abel, assassinado por Caim).
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